
No último fim de semana, assisti de maneira contínua as três partes do filme “The Godfather”, traduzido para o português como “O Poderoso Chefão”. O filme, dirigido por Francis Ford Coppola, escrito por Mario Puzo (livro) e adaptado por Puzo e Coppola, é sensacional, trata-se de uma obra-prima do cinema.
Violento e realista, o filme traça um paralelo de como a máfia podia ser generosa e cruel ao mesmo tempo. É impressionante como a produção prende a atenção do começo ao fim, desde as falas roucas e morosas de Don Vito Corleone (Marlon Brando), até as cenas mais movimentadas das festas italianas e dos tiroteios
Poderia descrever muitas tramas e cenas épicas da trilogia, como a lenta abertura do filme, a festa de casamento, a morte leve e natural de Don Vito na plantação de tomates, o tiroteio na barraca de frutas, o tiroteio no pedágio, a homenagem do Vaticano ao sucessor de Don Vito, Michael Corleone (Al Pacino), e a morte de sua filha, Mary Corleone, na parte III – esta interpretada por Sofia Coppola, filha do diretor Ford Coppola.
A fotografia do filme é espetacular, o uso da penumbra criando um ar misterioso e enigmático são perfeitos, além das belíssimas paisagens da Itália. A trilha sonora também é marcante, composta pelo som de um bandolim napolitano, soa de forma melancólica, insinuando o jeito de Don Vito, um imigrante de muitas lembranças - Don Vito era conhecido como "O Padrinho" (The Godfather) por fazer “pequenos” favores para as pessoas que o procuravam.
O que chama a atenção é como o diretor retrata os hábitos e o amor pela família do povo italiano. Don Vito, aparece como um sujeito carismático, que apesar de fazer justiça com as próprias mãos, tem o discernimento das várias vertentes dos negócios ilegais – Isso acontece, quando ele não aceita entrar no mundo do tráfico de drogas, mesmo após sofrer pressão dos outros mafiosos italianos de Nova York. Ao contrário de seu pai, Michael é mais amargo, frio e calculista, porém herda o jeito paternalista de Don Vito.
Nesse sentido, a obra termina, mostrando a morte natural e solitária de Michael Corleone, caindo em meio ao pó de uma vila ceciliana. Para muitos críticos, a intenção do diretor foi mostrar o remorso de Mike pelos crimes cometidos no passado e o real valor dos amores perdidos.
Em pesquisa feita pelo maior banco de dados sobre cinema do mundo, o Internet Movie Database, 42 mil usuários do site elegeram “O Poderoso Chefão” como o melhor filme da história.

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