Após o Congresso americano rejeitar o pacote de US$ 700 bilhões de ajuda ao setor financeiro, as bolsas do mundo inteiro registraram queda acentuada. - O pregão da Bolsa de Valores de São Paulo foi suspenso por meia hora (mecanismo de circuit breaker) esta tarde após o índice Bovespa cair mais de 10%. Em seguida reabriu e acentuou a queda pra 13%, mas fechou as 17 horas com 7,59% aos 48.416 pontos - Esta foi a maior queda desde 11 de setembro de 2001, quando o Ibovespa havia recuado 9,17%.
segunda-feira, 29 de setembro de 2008
Colapso no setor financeiro
quarta-feira, 24 de setembro de 2008
Ouro Negro tem alta histórica

Apesar do abalo no mercado financeiro, desencadeada pela crise do setor imobiliário nos EUA que culminou com a quebra de instituições financeiras, como o Lehman Brothers, o petróleo apresentou esta semana a maior alta desde que começou a ser negociado na Nymex (Bolsa Mercantil de Nova York) em 1983. O motivo desta vez, segundo especialistas, foi a retomada das operações das refinarias do Golfo do México, que estavam paralisadas em função da passagem dos furacões Ike e Gustav e a redução das exportações da Organização dos Países Exportadores de Petróleo (Opep).
Na segunda-feira, os contratos de petróleo para outubro fecharam a US$ 120,92 por barril, alta de US$ 16,37 (15,66%).
Com isso, o preço da nafta petroquímica, derivado do óleo e principal matéria-prima do setor petroquímico, deve continuar sua progressão de alta. Um dos produtos gerados pelo processamento da nafta é o eteno, principal insumo para fabricação das resinas plásticas, como o polietileno (PE) e o polipropileno (PP).
terça-feira, 9 de setembro de 2008
Baixa oferta de gás natural pode aumentar poluição do ar
Com o crescimento e possibilidade de não suprimento da demanda industrial de gás natural, especialistas da Companhia de Tecnologia de Saneamento Ambiental (Cetesb) alertam para a retomada do uso de óleo combustível e conseqüentemente, um aumento da poluição atmosférica. A preocupação deve-se ao fato da companhia ter registrado, nos últimos anos, uma redução gradativa das emissões de poluentes na região metropolitana de São Paulo.
“Algumas indústrias paulistas podem voltar a utilizar o óleo combustível na matriz energética por conta da baixa oferta de gás natural no país. Caso isso ocorra, será prejudicial para a qualidade do ar, já que voltam as emissões de material particulado (conjunto de poeira e fumaças) e enxofre”, previu o engenheiro Carlos Eduardo Komatsu, gerente de Engenharia, Tecnologia e Qualidade Ambiental da Cetesb.
O gás natural é considerado uma fonte de energia mais limpa que os derivados do petróleo e carvão, além disso o combustível proporciona um ciclo de vida mais longo aos equipamentos e um menor custo de manutenção quando comparado ao uso do óleo combustível.
Komatsu afirma, que apesar do crescimento acelerado da frota de veículos e da atividade industrial na cidade de São Paulo, a companhia tem registrado uma diminuição das emissões de poluentes. Ele ressalta, que os carros atuais emitem uma quantidade muito menor de poluentes quando comparado aos veículos de dez anos atrás, além disso a companhia realiza um trabalho intensivo de combate às indústrias e veículos poluidores.
“A contribuição industrial para a poluição atmosférica diminuiu muito nos últimos anos graças a uma conscientização do setor, uso de fontes limpas de energia e um trabalho da Cetesb. Além disso, temos que destacar o avanço tecnológico do controle das emissões veiculares com catalisadores, sensores, injeção eletrônica, entre outros. Os automóveis fabricados hoje têm uma emissão muito menor do que os veículos de antigamente. Mas, ainda assim, temos identificado ultrapassagens no padrão de qualidade do ar na metrópole”, afirmou o gerente da Cetesb.
Komatsu frisou, que a companhia estabelece regras especificas para o licenciamento de atividades industriais, como a identificação de áreas saturadas em relação à qualidade do ar. “As empresas que forem licenciadas para estas áreas de qualidade do ar comprometida têm que compensar, de alguma forma, suas emissões”, explicou.
Em poluição veicular, no período de 1995 a 2007, a Cetesb conseguiu diminuir de 46% para 6% o número de veículos movidos a diesel desregulados, que soltam fumaça preta (partículas de carbono elementar). “Nós temos uma ação bastante repressiva em relação a estes veículos. Chegamos a multar uma média de 11 a 12 mil veículos todos os anos por emissão excessiva de fumaça preta. Com isso, muitos carros que estavam desregulados procuraram se manter regulados, fazer manutenção periódica”, afirmou Komatsu – este ano a Cetesb já aplicou 3.100 penalidades de fumaça preta. Em 2007, o número foi de 15 mil multas.
Komatsu destacou também, o óleo diesel consumido atualmente como um dos fatores de contribuição para a melhora da qualidade do ar – Neste sentido a boa notícia é que o ministro do Meio Ambiente, Carlos Minc, informou que a partir de janeiro de 2009 a Petrobras e os fabricantes de carros terão de se adaptar à norma que prevê a redução dos níveis de enxofre no óleo diesel utilizado no país para 50 ppm (partes por milhão).
“A questão do combustível é muito importante, quando começamos com este programa o diesel era de 2000 ppm de enxofre, e hoje aqui na região metropolitana é de 500 ppm de enxofre.. O próximo passo é adotar o diesel de 50 ppm”, projetou Komatsu.
“Embora tenhamos essa impressão (aumento da poluição) por causa dos congestionamentos de trânsito, verificamos um avanço nos dados de qualidade do ar, mas ainda assim a poluição do ar é um problema na cidade de São Paulo”, completou.
Tempo seco impede dispersão
As ações mais intensas da Cetesb em cima dos veículos desregulados fazem parte da Operação Inverno 2008, da Secretaria do Meio Ambiente, período quando as condições meteorológicas, de tempo quente e seco, são desfavoráveis à dispersão dos poluentes atmosféricos.
“A chuva acaba retirando os particulados que estão na atmosfera. Com longos períodos sem chuva esses poluentes vão se acumulando. Neste inverno, estamos com pouca incidência de chuva e os ventos estão muito fracos, isso favorece a concentração de poluentes”, afirmou Komatsu, gerente de Engenharia, Tecnologia e Qualidade Ambiental da Cetesb.
Investimento
Até o final do ano, a Cetesb pretende adquirir mais quatro estações eletrônicas de medição da qualidade do ar. Ao todo serão 40 estações desse tipo, que controlam, analisam e enviam dados atmosféricos de diversos pontos da capital e do estado de São Paulo à central da companhia.
De acordo com Komatsu, a Cetesb comprou seis novas estações eletrônicas de medição este ano com o objetivo de realizar uma análise mais apurada do oeste do estado, região de forte crescimento do cultivo da cana. “Estamos monitorando principalmente o oeste paulista porque é uma região de forte expansão da cana, com possíveis focos de queimadas”, afirmou.
As estações de análise balizam as iniciativas da companhia e verificam a efetividade dos programas de controle implementados. Os dados coletados pelas estações são enviados para uma central que controla todas as unidades instaladas no estado e faz a divulgação de hora em hora por meio de painéis instalados em pontos estratégicos da cidade - cada estação automática tem um custo médio de R$ 700 mil reais.
Cubatão é bom exemplo
Ao contrário do que muitos pensam, normalmente a qualidade do ar de Cubatão é melhor do que da região metropolitana de São Paulo. A questão pode ser comprovada no trabalho elaborado pelo engenheiro e consultor ambiental Eduardo San Martín, que traz uma demonstração numérica das melhorias ambientais alcançadas pelo Pólo Industrial de Cubatão.
Com investimento acima de US$ 1 bilhão, o pólo de Cubatão conseguiu reduzir significativamente as emissões e consumo de recursos naturais – atualmente a emissão de material particulado é 98% menor do que em 1983, quando começou o Programa de Controle da Poluição Ambiental no município – o número é mais significativo quando comparado ao aumento da produção das empresas, que cresceu 39% nos últimos dez anos.
Para o presidente da Cetesb, Fernando Rei, a questão ambiental deve ser encarada como uma estratégia de negócio e não como um entrave ao setor industrial. “O programa imposto pelo órgão ambiental às industrias, por mais custoso que tenha sido, permite dizer hoje, que em alguns dias do ano, a cidade de Cubatão possui uma melhor qualidade do ar do que o parque do Ibirapuera. Houve um amadurecimento do setor produtivo de encarar a questão ambiental não como um custo, ou um problema, mas como uma oportunidade de negócios dentro de uma imagem institucional”, afirmou Rei.
segunda-feira, 8 de setembro de 2008
quarta-feira, 3 de setembro de 2008
Brasil, ainda é o país do futebol?

Após a vexatória goleada sofrida para a Argentina nas Olimpíadas e o bronze sem brilho conquistado, o Brasil aparece na sexta colocação da listagem da federação internacional de futebol, com 1.252 pontos. A liderança continua com a Espanha, atual campeã da Eurocopa, com 1.565 pontos.
A Itália, atual campeã mundial, está na vice-liderança. Já Alemanha, derrotada na final da Eurocopa pela Espanha, caiu para o terceiro lugar. A Holanda está na quarta posição, seguida pela Croácia.
Apesar de levar o ouro nas Olimpíadas, a Argentina segue em sétimo, logo atrás da seleção brasileira. A Turquia subiu três posições no ranking, saltando para o décimo lugar.
Neste cenário, parece que o Brasil perdeu a hegemonia do esporte trazido por Charles Mueller no final do século XVIII. Tomara que o país aumente seu recochecimento, com méritos, em outros campos, como ciência, tecnologia, política, economia...
Ranking da Fifa:
1º Espanha 1565
2º Itália 1339
3º Alemanha 1329
4º Holanda 1295
5º Croácia 1266
6º Brasil 1252
7º Argentina 1230
8º República Checa 1134
9º Portugal 1120
10º Turquia 1033
