
De acordo com o Instituto Nacional de Meteorologia (Inmet), não chove na cidade de São Paulo desde o dia 21 de junho, portanto mais de um mês de estiagem. Segundo o Inmet, uma camada de ar seco impera na cidade e não possibilita a entrada de frentes frias. Com isso, vivenciamos o inverno mais seco dos últimos quinze anos.
Esta semana, voltando de Campinas, notei, ao chegar em São Paulo, uma grossa camada cinza de poluição - impressionante! Dados do Inmet apontaram para uma umidade do ar em torno de 25% em alguns estados esta semana, incluindo São Paulo, umidade próxima ao clima do deserto do Saara, na África, que é em torno de 15%
De acordo com a OMS (Organização Mundial de Saúde), o índice de umidade do ar inferior a 30% é considerado preocupante; entre 20% e 30% indica estado de atenção; entre 12% a 20%, de alerta; e abaixo de 12%, alerta máximo.
Neste cenário de clima maluco com invernos quentes e secos, verões chuvosos e frios, as metas do tratado de Kyoto parecem amenas demais. No início deste mês, o G8 (sete países mais industrializados e a Rússia) decidiram reduzir em pelo menos 50% as emissões de gases de efeito estufa até 2050 – uma meta muito branda e de longíssimo prazo, na minha opinião.
Para agravar ainda mais a questão, o G8 decidiu que cada país fixará suas próprias metas de redução a médio prazo até 2012, quando expira o Protocolo de Kyoto, e sem proporcionar cifras ou prazos – os Estados Unidos, principal poluidor do planeta, não aderiu o protocolo de Kyoto desde o seu lançamento em 2005.
Mas para os grandes países emergentes reunidos no G5 - Brasil, México, China, Índia e África do Sul - os países ricos têm uma responsabilidade histórica no aquecimento do planeta e sua promessa de redução de emissões não é suficiente.
A China superou no ano passado os Estados Unidos como primeiro emissor de gases de efeito estufa – fico aqui pensando, como isso é terrível para os atletas olímpicos, principalmente, para os maratonistas – imagine uma chuva ácida em plena Olimpíadas?! Já o Brasil ocupa o quarto lugar, principalmente devido às queimadas do desmatamento amazônico.
Neste cenário de incertezas políticas, a previsão do tempo prevê (desconsidere a redundância) chuvas para amanhã em São Paulo – muito bem vinda por sinal, servirá para dar uma lavada momentânea na selva de pedra paulistana...

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