Apesar de o governo da China ter dado orientação aos policiais para que não interferissem nos trabalhos dos jornalistas que estão em Pequim, lamentavelmente, dois repórteres japoneses foram espancados e tiveram seus equipamentos destruídos após buscarem informações sobre o atentado terrorista na província de Xinjiang na última segunda-feira.
Por sua vez, o governo chinês se desculpou e falou que os dois jornalistas serão ressarcidos, mas ressaltou, que ambos estavam em área militar de acesso proibido.
Esta é mais uma prova da opressão e censura pesada que o governo chinês exerce em cima dos meios de comunicação. Além disso, devemos destacar, o clima não tão amistoso entre chineses e japoneses, mesmo sendo vizinhos, parece que os dois lados não esqueceram os muitos anos de guerra – A China acusa o Japão de estupros e outros crimes de guerra durante a invasão da Manchúria, região rica em carvão, em 1931.
De acordo com reportagem do jornal estatal chinês, China Daily, mais da metade de jovens chineses tem uma opinião negativa em relação ao Japão, com 28% dizendo que não gostam do país, 24% alegaram que não gostam do arquipélago em partes. Por outro lado, apenas 3% disseram que gostam do Japão, enquanto 7% disse que gostam de alguma coisa do país.
Neste cenário de limitada liberdade de expressão, a imprensa japonesa deve redobrar a atenção em território “inimigo”...

Um comentário:
Feridas de guerra deixam marcas por muito tempo....
mas é interessante comentar que o governo chinês, preocupado com os turistas, recrutou diversos voluntários que falem inglês para ajudarem os perdidos. A equipe da rádio Bandeirantes disse que fez o teste nas ruas: em 8 segundos já havia um chinês oferecendo ajuda.
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