quinta-feira, 19 de fevereiro de 2009

Chávez: caminho livre pra mais dez anos no poder

Com o direito a reeleição permanente, conquistado no último domingo por votação popular, Hugo Chávez pretende ficar mais dez, vinte, trinta anos no poder, seguindo os passos do seu admirado amigo Fidel Castro. Neste sentido, a Venezuela está fadada a seguir o insucesso e o atraso de Cuba.

Desde que Chavez assumiu a presidência da Venezuela, o país vem colecionando resultados negativos, o investimento externo caiu 77%, assim como o número de indústrias que reduziu 36%. Já a criminalidade aumentou 166% e a inflação 10%. O gasto público subiu 85% e houve uma redução de 23% na geração de emprego na indústria. Na área das despesas militares, o coronel ditador elevou as verbas em 175%.

Diante desses dados, o resultado da votação é surpreendente. Nesses anos o povo deve ter sido submetido a uma exaustiva lavagem cerebral, ficando totalmente alienado a realidade do país, não é possível. Neste cenário, Chávez terá mais um problema o baixo preço do barril de petróleo, que saiu de mais US$ 130 para US$ 40 nos últimos doze meses.

segunda-feira, 16 de fevereiro de 2009

SPFC: Técnico-torcedor

No jogo de ontem contra o Corinthians, 1x1, o técnico Muricy não agiu certo em colocar o time reserva, visando o jogo de quarta-feira pela Libertadores. O treinador poderia ter poupado os titulares contra a Ponte Preta na última quinta-feira e não num clássico. Além disso, três dias é tempo suficiente para os atletas se recomporem para estréia no torneio sul-americano. Um, dois ou até três titulares ficarem de fora tudo bem, mas o time todo, não. E quando no meio pro final do jogo, o técnico colocou os titulares Hernanes e Borges, saiu o gol do São Paulo. Pra mim, clássico é clássico, tem que entrar com força máxima, sempre!


O São Paulo ficou na oitava posição no ranking mundial de clubes da Federação Internacional de História e Estatística do Futebol (IFFHS, em inglês), que contempla todos os resultados de torneios nacionais e competições continentais desde 1º de janeiro de 1991. O líder da lista é o Manchester United, com 292 pontos, seguido pelo Bayern de Munique, com 272, e Barcelona, com 268.

Ranking mundial de clubes


1º Manchester United (Inglaterra) - 292 pontos
2º Bayern de Munique (Alemanha) - 272
3º Barcelona (Espanha) - 268
4º Liverpool (Inglaterra) - 267
5º Boca Juniors (Argentina) - 262
6º Chelsea (Inglaterra) - 245
7º Estudiantes de La Plata
8º São Paulo - 223
9º Roma (Itália) - 222
10º Olympique de Lyon (França) - 217
11º Fluminense - 212
28º Flamengo - 169
39º Internacional-RS e Cruzeiro - 162
56º Santos -145
68º Botafogo -136

quinta-feira, 12 de fevereiro de 2009

Eu e ela

Iniciou em dez de fevereiro e se fortaleceu durante o ano inteiro

No outono praia, bares e passeios no parque alegravam a rotina da cidade

No inverno, teatro, capuccinos e filmes e no meio a poesia da saudade

Na primavera, era ela, de vestidos floridos, a mais bela!

Na ordem, primavera, verão, outono e inverno

365 dias do ano, ou seja, 365 voltas da Terra

8.760 horas, 525.600 minutos, 31.536.000 segundos

Em segundos o tempo é colossal, mas pra mim, com ela, é irreal

O tempo passa rápido, voa, dizem que é o tempo vertical

Um ano, Um amor

quinta-feira, 5 de fevereiro de 2009

"Questão de tradição"

Em sua coluna desta semana, Diogo Mainard escreve sobre a tradição do Brasil de abrigar criminosos de todas as espécies, diz ele “Nós herdamos o espírito acolhedor dos tupinambás”. Neste sentido, o colunista afirma que é totalmente coerente a concessão de refúgio político a Cesare Battisti, condenado por participar de quatro assassinatos na Itália em nome de ideologias partidárias.

Mainardi diz que a prática é feita desde a época do descobrimento, quando Cabral abandonou dois delinqüentes portugueses entres os índios – os primeiros europeus residentes no Brasil foram dois bandidos. Ele cita ainda o caso do médico nazista Josef Mengele, que depois de torturar milhares de prisioneiros refugiou-se em Bertioga. E tem mais, o jornalista cita o chefe mafioso Tommaso Buscetta, acusado de tráfico de drogas e assassinatos na Itália e nos Estados Unidos, tomou abrigo no Rio de Janeiro.

O colunista encerra dizendo que esses casos inspiraram diversos filmes a retratarem justamente a fuga ou as operações de criminosos no Brasil. Infelizmente, concordo plenamente com o colunista, nosso país é abrigo para criminosos de todas as espécies, será efeito da impunidade que reina em no país? Que vergonha!

segunda-feira, 2 de fevereiro de 2009

Hélio Gracie: Arte Suave





Na semana passada, o grande mestre Hélio Gracie nos deixou aos 95 anos de idade. Como praticante de jiu-jitsu Gracie há cinco anos, não poderia de postar em sua homenagem. Apesar de ser um exímio lutador e grande percursor do brazilian jiu jitsu, Hélio Gracie era totalmente contra a violência fora dos ringues e tatames e defendia a disciplina do esporte e uma dieta equilibrada no cotidiano.

Tudo começou na década de vinte do século passado, quando seu irmão, Carlos Gracie, aprendeu as técnicas do jiu jistsu trazidas pelo lutador japonês Mitsuyo Maeda. Vários familiares de Carlos iniciaram a prática da arte marcial, porem Hélio por seu físico franzino e frágil foi proibido de praticar a luta.

Observador, Hélio passou a acompanhar, dos seus treze aos dezesseis anos, as aulas dadas por Carlos. Aprendeu todas as técnicas e ensinamentos de seu irmão apenas olhando, mas, para compensar seu biotipo, Hélio aprimorou a parte de solo tradicional, através do uso do dispositivo de alavanca, dando-lhe a força extra que não possuía, criando assim o Brazilian Jiu-Jitsu. Acabou por aprender sozinho os movimentos de combate, até que um dia Carlos se atrasou e Hélio acabou dando a aula em seu lugar. Os alunos gostaram tanto que alguns pediram a Carlos que se possível passassem a ter aulas somente com Hélio. Hélio Gracie então virou professor. Para mostrar a eficácia da técnica, Hélio desafiava lutadores de outras artes marciais, o que foi considerando as primeiras lutas de vale tudo.

O jiu jistsu original nasceu na India, época de Buda. Os monges budistas viajavam muito e eram saqueados. Para evitar isto, eles inventaram uma forma de defesa dai nasceu o jiu-jitsu. Jiu-jitsu ao pé da letra significa “arte suave” e tem três princípios básicos: a técnica, a alavanca e a base. Depois da Índia foi para a China e posteriormente para o Japão. No Japão, deu um grande salto, tornou-se conhecido como é hoje em dia, e se inventou o kimono.

Mensagem de Hélio Gracie: “O Jiu-Jitsu que criei foi para dar chance aos mais fracos enfrentarem os mais pesados e fortes. Sempre fui um garoto normal, só tinha um defeito: era brigador. Pelo menos até tomar duas boas lições da vida. Lembro-me da primeira como se fosse hoje. Eu andava pelas ruas ainda molequinho, antes de conhecer o Jiu-Jitsu. Tinha uns 35kg, mas dizia pra qualquer um: “O que tá me olhando?”. Pois um dia um amigo chamado Gugu me disse: “Caxinha [o apelido de Mestre Helio era Caxinguelê], tem um tal de Benigno aí querendo me dar porrada”. Para defender o Gugu, fui brigar com o sujeito sem nem saber quem era. Perguntei ao cara: “Você quer bater no Gugu?”, e dei logo um soco na cara dele. Levei 20 depois. Fiquei com a cara toda inchada. Me perguntavam o que havia acontecido com o meu rosto. Eu dizia que tinha brigado com o Benigno. Respondiam: “Benigno nada, esse cara é maligno, te deu uma surra!” [Risos]. No fim das contas, concluí que foi uma surra merecida. Primeira lição: não ser injusto, não brigar sem motivo.

Bem, anos depois eu estava num ônibus, indo para a praia de Copacabana, e tinha um rapagão sério e forte, olhando na minha direção. Eu me aproximei dele e disse: “Tá me olhando por quê? Tá pensando que sou veado?”. Mas o cara estava completamente alheio, nem prestava atenção em mim. Ele baixou a vista e disse: “Vá se embora, menino”. Foi de um desprezo tão grande que eu nunca mais perturbei ninguém. Logo depois conheci o Jiu-Jitsu e nunca mais briguei na rua. O sujeito briga na rua porque não acredita em si mesmo, quer afrontar as pessoas para provar alguma coisa. Mas depois que aprende Jiu-Jitsu, ele se fortalece de uma forma que passa a tratar brigas de rua com o mesmo desprezo que aquele cara do ônibus tinha por mim.