
Há exatemente duas décadas o exército do governo comunista da China reprimiu com extrema violência estudantes chineses que reivindicavam mudanças democráticas na praça da Paz Celestial, em Pequim. O episódio ficou marcado pela imagem de um jovem que se colocou em frente a uma fileira de tanques militares, na tentativa de impedir o combate. A foto estampou a capa da Newsweek da primeira semana de junho de 1989, foi tirada por Charlie Cole da varanda do quarto onde estava hospedado. O estudante, desarmado, carregava o casaco numa mão e sacos de compras na outra, quando se atirou, de repente, defronte aos tanques que se deslocavam para o confronto. O blindado que liderava a coluna de tanques por muitas vezes tentou driblar o rapaz, mas não teve êxito. Por fim o tanque desistiu da manobra e desligou o motor. Então o jovem subiu no tanque e falou algumas palavras ao condutor e ao comandante do blindado. Ao descer do tanque o chinês foi retirado do local por um grupo de pessoas - não se sabe a identidade e o destino desse jovem. Cerca de 2 mil pessoas morreram no massacre e os meios de comunicação e as escolas chinesas são proibidas de repercutir o incidente.

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