sexta-feira, 25 de julho de 2008


























quinta-feira, 24 de julho de 2008

Concrete Jungle


De acordo com o Instituto Nacional de Meteorologia (Inmet), não chove na cidade de São Paulo desde o dia 21 de junho, portanto mais de um mês de estiagem. Segundo o Inmet, uma camada de ar seco impera na cidade e não possibilita a entrada de frentes frias. Com isso, vivenciamos o inverno mais seco dos últimos quinze anos.

Esta semana, voltando de Campinas, notei, ao chegar em São Paulo, uma grossa camada cinza de poluição - impressionante! Dados do Inmet apontaram para uma umidade do ar em torno de 25% em alguns estados esta semana, incluindo São Paulo, umidade próxima ao clima do deserto do Saara, na África, que é em torno de 15%, porém com um ar muito menos poluído e pesado.

De acordo com a OMS (Organização Mundial de Saúde), o índice de umidade do ar inferior a 30% é considerado preocupante; entre 20% e 30% indica estado de atenção; entre 12% a 20%, de alerta; e abaixo de 12%, alerta máximo.

Neste cenário de clima maluco com invernos quentes e secos, verões chuvosos e frios, as metas do tratado de Kyoto parecem amenas demais. No início deste mês, o G8 (sete países mais industrializados e a Rússia) decidiram reduzir em pelo menos 50% as emissões de gases de efeito estufa até 2050 – uma meta muito branda e de longíssimo prazo, na minha opinião.

Para agravar ainda mais a questão, o G8 decidiu que cada país fixará suas próprias metas de redução a médio prazo até 2012, quando expira o Protocolo de Kyoto, e sem proporcionar cifras ou prazos – os Estados Unidos, principal poluidor do planeta, não aderiu o protocolo de Kyoto desde o seu lançamento em 2005.

Mas para os grandes países emergentes reunidos no G5 - Brasil, México, China, Índia e África do Sul - os países ricos têm uma responsabilidade histórica no aquecimento do planeta e sua promessa de redução de emissões não é suficiente.

A China superou no ano passado os Estados Unidos como primeiro emissor de gases de efeito estufa – fico aqui pensando, como isso é terrível para os atletas olímpicos, principalmente, para os maratonistas – imagine uma chuva ácida em plena Olimpíadas?! Já o Brasil ocupa o quarto lugar, principalmente devido às queimadas do desmatamento amazônico.

Neste cenário de incertezas políticas, a previsão do tempo prevê (desconsidere a redundância) chuvas para amanhã em São Paulo – muito bem vinda por sinal, servirá para dar uma lavada momentânea na selva de pedra paulistana...

segunda-feira, 21 de julho de 2008

Don Vito Corleone


No último fim de semana, assisti de maneira contínua as três partes do filme “The Godfather”, traduzido para o português como “O Poderoso Chefão”. O filme, dirigido por Francis Ford Coppola, escrito por Mario Puzo (livro) e adaptado por Puzo e Coppola, é sensacional, trata-se de uma obra-prima do cinema.

Violento e realista, o filme traça um paralelo de como a máfia podia ser generosa e cruel ao mesmo tempo. É impressionante como a produção prende a atenção do começo ao fim, desde as falas roucas e morosas de Don Vito Corleone (Marlon Brando), até as cenas mais movimentadas das festas italianas e dos tiroteios

Poderia descrever muitas tramas e cenas épicas da trilogia, como a lenta abertura do filme, a festa de casamento, a morte leve e natural de Don Vito na plantação de tomates, o tiroteio na barraca de frutas, o tiroteio no pedágio, a homenagem do Vaticano ao sucessor de Don Vito, Michael Corleone (Al Pacino), e a morte de sua filha, Mary Corleone, na parte III – esta interpretada por Sofia Coppola, filha do diretor Ford Coppola.

A fotografia do filme é espetacular, o uso da penumbra criando um ar misterioso e enigmático são perfeitos, além das belíssimas paisagens da Itália. A trilha sonora também é marcante, composta pelo som de um bandolim napolitano, soa de forma melancólica, insinuando o jeito de Don Vito, um imigrante de muitas lembranças - Don Vito era conhecido como "O Padrinho" (The Godfather) por fazer “pequenos” favores para as pessoas que o procuravam.

O que chama a atenção é como o diretor retrata os hábitos e o amor pela família do povo italiano. Don Vito, aparece como um sujeito carismático, que apesar de fazer justiça com as próprias mãos, tem o discernimento das várias vertentes dos negócios ilegais – Isso acontece, quando ele não aceita entrar no mundo do tráfico de drogas, mesmo após sofrer pressão dos outros mafiosos italianos de Nova York. Ao contrário de seu pai, Michael é mais amargo, frio e calculista, porém herda o jeito paternalista de Don Vito.

Nesse sentido, a obra termina, mostrando a morte natural e solitária de Michael Corleone, caindo em meio ao pó de uma vila ceciliana. Para muitos críticos, a intenção do diretor foi mostrar o remorso de Mike pelos crimes cometidos no passado e o real valor dos amores perdidos.

Em pesquisa feita pelo maior banco de dados sobre cinema do mundo, o Internet Movie Database, 42 mil usuários do site elegeram “O Poderoso Chefão” como o melhor filme da história.

sexta-feira, 18 de julho de 2008

Poesia da Saudade



Ah minha menina querida,

saudade de você nesta minha vida


15 dias parece uma eternidade

intensifica e muito, a minha saudade


Lembro naquele parque, no cinema, na praia, só a gente...

namorando feliz, alegre e contente!


Aproveite tua viagem. Brinque, dance

e pule no mar para nadar...


E quando amor você voltar: um ano, uma década,

um século, será pouco para te amar


segunda-feira, 14 de julho de 2008

São Paulo está vivo no Brasileirão

Depois da derrota contra o Náutico, o São Paulo venceu o Palmeiras por 2x1 ontem no Morumbi e se manteve vivo no Brasileirão. Com o resultado, o time fica perto do G4 (os quatro primeiros times da tabela que ganham vaga para a Libertadores) e reacende o sonho do tricampeonato consecutivo.

O tricolor paulista, time que mais vezes conquistou o campeonato brasileiro com 5 títulos, foi melhor durante todo o jogo. No primeiro tempo, o time bombardeou o gol do goleiro Marcos, o 1x0 ficou barato para os palmeirenses – os atacantes Dagoberto e Borges perderam ótimas oportunidades de gol.

No segundo tempo, o São Paulo continuou impondo seu ritmo forte, apesar de uma ligeira melhora do time adversário. Éder Luiz, que acabara de entrar no lugar de Borges, aumentou para o São Paulo, 2x0. No finalzinho, o Palmeiras descontou.

Os destaques do São Paulo foram o lateral Zé Luiz e o meio-campista Jorge Wagner, merecendo maiores elogios o primeiro, pelo fato de não ter a mesma constância de boas apresentações que Jorge.

O fato negativo ficou por conta da contusão do atacante Borges, artilheiro do São Paulo nesta temporada. Numa dividida, o jogador foi esmagado pelo zagueiro palmeirense, Fabinho Capixaba, fraturando gravemente seu cotovelo.

E o que aconteceu com o chileno Valdívia, principal jogador do Palmeiras? O meia-atacante não foi visto em campo, teve uma atuação pífia. Pode ser coincidência, mas desde que cortou seus cabelos compridos o atacante tem mostrado um fraco desempenho nos campos – Isso, nos faz lembrar da história bíblica de Sansão, um dos juízes de Israel. Em sua luta contra os filisteus, Sansão revelou à Dalila que sua força residia em seus longos cabelos. Numa noite, enquanto ele dormia, ela os cortou, e Sansão perdeu sua força, ficando a mercê dos filisteus.

O próximo jogo do São Paulo será quarta-feira, dia 16, contra o Vitória. Já o Palmeiras enfrenta o Fluminense, este ainda ressacado pela perda do título da Libertadores de América no começo do mês.

quinta-feira, 10 de julho de 2008

Mercado especulativo

Segundo analistas, a alta do preço do barril de petróleo, cotado em torno de US$ 140, está ligada às especulações nas principais bolsas de valores do mundo, além da forte demanda chinesa e da instabilidade política em alguns países do Oriente Médio. Um dos motivos para a especulação em torno do petróleo seria a falta de informações concretas sobre a demanda chinesa desta commodity.

Assim, alguns analistas defendem que, se os especuladores forem banidos do mercado, o preço do barril poderá cair substancialmente.

Neste sentido, o poder da especulação também faz mal ao futebol e foi apontado pelo técnico Muricy Ramalho, como uma das causas do mau desempenho do São Paulo Futebol Clube no campeonato Brasileiro. Segundo ele, a especulação sobre a possível saída de jogadores para grandes equipes da Europa tem atrapalhado a performance do time.

“As especulações mexem com a cabeça dos jogadores”, afirmou Muricy.

A afirmação do treinador pode ser considerada por muitos críticos, como uma desculpa esfarrapada devido ao fraco desempenho do time. Porém, desde que o meio-campista Hernandez, que foi um dos destaques do time campeão brasileiro do ano passado, foi sondado pelo Barcelona, seu desempenho nos campos caiu.

No mercado de capitais, o FMI (Fundo Monetário Internacional) prevê melhorar a transparência atuando de forma mais enérgica com os chamados hedge funds, que são os investidores não comerciais ou especuladores. Resta saber o que será feito para amenizar os efeitos da especulação no futebol para não atrapalhar o rendimento dos atletas e até mesmo não criar falsas expectativas.

terça-feira, 8 de julho de 2008

FLIP VI



No último sábado, dia 5, fui à sexta edição da Festa Literária Internacional de Paraty (FLIP). O evento, que homenageou o centenário da morte de Machado de Assis, foi marcado por extrema organização, pontualidade e gabaritagem dos palestrantes.

Na parte da manhã, acompanhei a mesa redonda, "Fábulas Italianas", com os escritores Alessandro Baricco e Contardo Calligaris, este último é colunista semanal do caderno Ilustrada, do jornal Folha de São Paulo. Os dois de origem italiana, mostraram suas semelhanças de estilo, textos com temas de identidade existencial que mostram até onde vai o diálogo entre fábula e realismo.

Ainda no sábado, assisti ao filme “Casa de Tom - Mundo, Monde, Mondo”, feito pela viúva do compositor, Ana Jobim – presente na sessão, realizada na Casa da Cultura de Paraty. O filme baseia-se no projeto de construção das casas de Tom Jobim do Jardim Botânico, no Rio, do sítio em Poço Fundo e da instalação da família em um apartamento em Nova York. No filme: poesias, pensamentos e frases célebres do compositor mostram, de forma irreverente, sua intelectualidade, carisma e amor pela natureza, em especial, pela Mata Atlântica. Todos presentes no local saíram satisfeitos com a produção e com orgulho do brasileiríssimo Tom Jobim.

No domingo, destaque para a mesa, “Livros que não lemos”, que tratou do livro de mesmo nome do francês, Pierre Bayard. Nele, o autor defende que não é preciso ler as obras literárias para falar com propriedade a respeito. Presente na mesa, o crítico cultural e também colunista da Folha, Marcelo Coelho, apimentou o debate, bombardeando a obra de Bayard. Calligaris mediou a mesa com perfeição - os livros de resumos de obras literárias, muito usados pelos vestibulandos, também foi alvo de ataques.

Na seqüência, a obra Dom Casmurro, de Machado de Assis, deu a tônica à mesa “Papéis avulsos”. Nesta, Sergio Paulo Rouanet, Luiz Fernando Carvalho e Ana Maria Machado, uma das escritoras mais premiadas do país, debateram o estilo e estruturação da obra, sobretudo, o aspecto da dualidade do romance. Carvalho comentou, sobre os desafios de transformar o romance Dom Casmurro na minissérie Capitu.

Lamento por não ter acompanhado a mesa "Folha seca", que abordou a relação da literatura com o futebol. No evento, o antropólogo Roberto DaMatta, falou do seu livro “A bola corre mais que os homens”.

O saldo da VI FLIP foi bem positivo. Poderia ter mais eventos desse tipo no nosso país, com certeza, daria um impulso cultural para muitos brasileiros.

A FLIP foi idealizada pela editora inglesa Liz Calder em conjunto com a Associação Casa Azul.


segunda-feira, 7 de julho de 2008

Criação


Faz um bom tempo que quero fazer um blog. Com ele, pensei na possibilidade de escrever e dar a minha opinião sobre diversos assuntos e o melhor, poderia fugir um pouco da linha editorial dos veículos e das pautas petroquímicas, com as quais tenho trabalhado ao longo dos últimos quatro anos. No entanto, a rotina frenética dos diários postergou, por um tempo, esse desafio.

Com este blog, vou procurar escrever sobre temas que me circundam, que vão desde o Tricolor do Morumbi até o preço do barril de petróleo e sua conseqüência na cadeia de produção do plástico, ou seja, vou escrever o que der na telha.

Tenho que destacar o convívio com blogueiros de todos os tipos como um fator de motivação para entrar em mais esta ferramenta comunicativa do mundo moderno, em especial, o blog do jornalista Luiz Nassif, que numa palestra falou da autonomia editorial dos blogs, e o blog de poesia da Bombom.